Um espaço de informação para os FEIRANTES das Beiras

01
Jul 08

Meu caro Moisés Gaspar

O seu comentário acido sobre o cartão único merece-me varias reflexões:

1- O cartão único não tem que ser requerido por uma associação mas a associação de feirantes das beiras decidiu faze-lo prestando esse serviços aos seus  sócios (de borla) e como estamos num pais livre também nós somos livres de prestar aos nossos sócios os serviços que assim desejar-mos.

2- Que os feirantes são inteligentes já nos sabemos e não precisamos do aval duvidoso dos funcionários das câmaras municipais.

3- Qual a utilidade do cartão único ?

Só um cego não vê a utilidade do cartão único e como não o conheço não sei se é cego ou não. Mas passo a mostrar algumas das vantagens do cartão único:

- na sua carteira se é feirante devem andar mais de 6 cartões de feirante renováveis e pagos anualmente.

- com o cartão único passa a andar só com 1 e pago de três em três anos.

- por exemplo em Viseu o cartão custava 12 € por anos  o que multiplicado por três anos custa 36 € o cartão único custa só 15 € e se for um forreta logo aqui poupa 21 €.

- mas á mais vantagens como deixar de andar a pedinchar ou porque não dize-lo claramente a "ajeitar-se"  com o  fiscal da câmara A ou B para fazer a feira A ou B.

- os feirantes deixaram de estar municipalizados para serem Portugueses de todo o Portugal.

4- Que tal levantarem o rabinho da cama ás 4 h da manha?

Devo informa-lo que não é nosso habito dormir muito e que na zona da nossa influência distritos de Viseu, Guarda, Aveiro, e parte de Coimbra e Castelo Branco nós visitamos assiduamente as feiras para saber os problemas e anseios dos feirantes nossos sócios. E lições de trabalho não lhe admitimos só lhe respondo porque não o conheço e como já disse nesta resposta não sei se é cego ou gosta de o ser.

5- Quanto ao bom uso do dinheiro da quotas só admitimos criticas acidas ou não aos nossos sócios e como o senhor não o é não tem dar criticas boas ou más.

6- Em tudo o resto penso que lhe faria bem um banho de humildade e camaradagem e associar-se na associação mais próxima (Lisboa, Porto, Viseu, Algarve) pois o futuro das feiras passa pelo associativismo dos feirantes e não pelo individualismo acido como o suas criticas evidenciaram. 

Se decidir ser mais um companheiro, colega, camarada na estrada que leva a melhores feiras no futuro continue para criticar construtivamente para deitar acido já basta ou feirante o momento económico difícil.

Delfim Almeida

 

Associação de Feirantes das Beiras

Av. Manuel Loureiro 64 - Pascoal

3515 - 210 Viseu

 

963407875

 

publicado por afeirantesdasbeiras às 19:00

Caro colega Delfim é nestas suas palavras finais que me revejo como feirante que tem orgulho na profissão que abracei à cerca de 25 anos só podemos pensar de forma positiva pois só através do associativismo e união de classe alcançaremos a dignificação do sector.
Saudações desde Barcelos
Manuel Peixoto
fnaf a 1 de Julho de 2008 às 21:46

Pois caro companheiro..

Depois destas suas observações, só posso dizer que reitero com mais firmeza ainda o que disse anteriormente.

Ao companheiro Fnaf tenho a dizer que quando começou nas feiras já eu lá andava à mais de 10anos, já tenho uns bons 45 anos de feiras e mercados, nasci no ramo assim como os meus pais e avós, por isso não aceito comentários nem criticas às minhas observações de alguém que provavelmente de mercados e feiras só conhece a teoria( não me estou a referir ao Fnaf pois se tem já 25 anos disto já deve de conhecer algo).

Não sei onde entendeu no meu discurso que eu não via e não era a favor do cartão único...

Não disse isso, e subscrevo todas as mais valias que identificou.

Quanto ao facto de ser cego, caro amigo devo dizer-lhe que tenho idade e experiência suficientes para nem sequer lhe responder a essa observação.

Nunca fui abordado em qualquer feira ou mercado fosse por quem fosse, e à minha semelhança mais umas largas dezenas de feirantes camaradas de trabalho.

É claro que o associativismo tem mais valias, não disse que não, apenas achei arrogante o tom critico como avaliam uma situação óbvia.

O facto de oferecerem um serviço de "graça" não vos dá o direito de criticar os "nabos" subentendido que por não se associarem não são tão inteligentes como vós.

Os problemas das feiras e mercados não passam apenas pelo cartão único, isso caro amigo é apenas uma gota no oceano e nem sequer se identifica como problema de fundo.

Melhores cumprimentos
Moises Gaspar a 26 de Setembro de 2008 às 10:33

Ao feirante Moisés Gaspar
Demorou a responder e dar sinais de actividade mas mais vale tarde do que nunca.
Lanço-lhe desde já um desafio conversarmos sobre a sua ultima consideração " o problema de fundo das feiras", gostaria de conhecer o seu pensamento.
O meu em breves linhas desde já lho adianto o maior problema das feiras é falta de eficácia da "fiscalização dos municípios " o que provoca uma concorrência desleal entre feirantes pelos menos nas beiras (Viseu, Guarda, Aveiro e Coimbra). Aguardo noticias e a sua opinião.
Delfim Almeida - Associação de Feirantes das Beiras

Apenas posso falar por mim, expor a minha opinião.

Existem vários problemas e o que nomeou é sem duvida um dos mais importantes, o facilitismo com que hoje se chega a um mercado ou feira e sem monta uma banca a vender o produto da treta, vendido ao desbarato sem dar a cara e garantias de nada e que apenas servem o propósito de má conotação ao resto da "espécie" que dá a cara todas as semanas.

Os ditos "imigrantes" oriundos do Oriente que não precisam de cartão nem identificação nem sequer de visto de trabalho para poder vender seja o que for, desde que pague o justo dizimo pelo terrado que ocupam.

À concorrência mais do que desleal da contrafacção e afins que encharcam o mercado, e que toda a gente finge não ver .

À Saturação das etnias com mais expressão neste tipo de comercio que se dá ao luxo de fazer ,mandar e desmandar no que quer, a que ainda tem a mais valia que jamais terei e nem quero ter, de sugar os bolsos aos contribuintes através do rendimento mínimo..

Etc etc etc, poderia estar aqui o dia todo a enumerar situações, mas sinceramente a que mais me entristece, é a falta de consideração mostrada por uma arte que já foi o sangue desta nação...

As condições abusivas praticadas por algumas câmaras municipais onde os recintos de feiras não tem sequer as condições mínimas de higiene e segurança, onde passamos horas num campo de terra batida ao pó no verão e na lama no inverno e onde a única preocupação dos fiscais da câmara é levar a fita métrica para ver se não pusemos mais uns centímetros, e pagar o terrado.

A falta de representatividade nas câmaras municipais para levar a nossa voz/reclamações para que tenham algum impacto e não caiam sempre em orelhas moucas, alguém que lhes pusesse o dedo na ferida e impusesse o devido respeito que merecemos e não se limitasse a promover jantares e comanditas onde são todos grandes amigos.

Enfim.. o desprezo com que nos tratam, a consideração que não nos dão, e o que permitem que aconteça exactamente com o que referiu com a falta de fiscalização a regulamentação nesta actividade, o facilitismo de ser ser temporariamente feirante e a concorrência desleal que é permitida a olhos vistos .

Melhores cumprimentos
Moisés Gaspar
Moises Gaspar a 26 de Setembro de 2008 às 15:37

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